Quero ser mãe,

terça-feira, outubro 13, 2015

Tal mãe tal filhaNão, calma, eu quero ser mãe mas não é tão depressa. 

Numa manhã do mês de Agosto em que o sol tinha fugido para outras paragens dei por mim no sofá a fazer zapping na tv quando parei num programa da sic. Ora bem, a história que estava a ser contada falava sobre o direito de ser mãe. Uma senhora que não tinha companheiro, quando chegou a uma certa idade decidiu que tinha que ser mãe, caso contrário, com o passar dos anos isso poderia tornar-se impossível de concretizar e o sonho da sua vida não se iria concretizar. A questão estava a ser debatida porque esta senhora não encontrou apoios em Portugal e teve que recorrer a uma clínica em Espanha para conseguir engravidar, já que não tinha companheiro.
Ora bem, eu sou a favor das família que vivem com base no amor, que existam duas mães, dois pais, uma mãe que valha por dois, um pai que faça de mãe, avós com coração de pais... o importante é que haja amor e que exista um suporte familiar muito grande, para que a criança cresça com uma personalidade bem definida, sem medo de enfrentar a vida e com as asas necessárias para voar. Muitas vezes a vida é dura, dá voltas e voltas e coloca-nos em situações que só um amor muito grande é capaz de vencer.
A minha questão é, quando é que começámos a ver um filho como um capricho? Quando é que decidimos que só porque é o nosso sonho vamos pôr uma criança ao mundo? Eu acredito que nem toda a gente tem que se casar, nem toda a gente tem que ter uma relação eterna para ser feliz, mas normalmente quando as pessoas não entram numa relação amorosa por escolha própria (se é que isso existe) é porque querem dedicar a sua vida ao trabalho, ou querem viver pelo mundo sem nada que as prenda. Mas quando não somos capazes de nos amar a nós próprios nem de estabelecer uma relação com alguém, porque é que vamos trazer uma criança ao mundo de propósito? Eu não quero ser fundamentalista, e não quero com isto dizer que esta criança não irá crescer feliz e de forma saudável, até porque no fundo ela foi desejada...mas a que custo isto acontece? 
É uma questão complicada, e eu acredito que para quem sempre quis ser mãe seja muito difícil ficar à espera que o tal apareça. Mas acho que isto é uma questão que deve ser muito ponderada e quem pensar fazê-lo deve questionar muitas vezes as razões e o futuro, deve procurar conhecer histórias semelhantes e porque não pensar em adoptar, cumprindo o seu sonho e ajudando alguma criança que já teve que vir ao mundo em circunstâncias difíceis?
Eu sou tão nova e não sei nada do mundo, e o que estive aqui a dizer pode parecer uma grande barbaridade, mas eu só acho é que há questões em que nunca devemos agir por impulso, e devemos pensar 2, 3 ou quantas vezes forem necessárias.

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10 comentários

  1. Concordo contigo! Há certas coisas na vida que têm de ser pensadas.

    xleclairdelune.blogspot.pt

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    1. Sim, e trazer outra pessoa ao mundo é algo para pensar e repensar.:)

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  2. Quando decidimos ter um filho temos de ter a grandeza de pensar que o "eu" não pode ficar mais em primeiro plano e que não posso colocar uma criança no mundo só porque eu quero ser mãe. Eu percebo completamente a necessidade biológica de procriar, o sonho, mas percebo perfeitamente o que disseste. É preciso dar um passo à frente e ver mais além. Não é preciso ter O companheiro/a, mas sim uma rede de apoio, em todos os campos, para apoiar essa criança.
    Eu tenho uma relação de sete anos e começamos a pensar neste assunto. No entanto, ambos sabemos que é algo que podemos assumir daqui a um/ dois anos porque sabemos que precisamos de lagar completamente o egoísmo em relação ao nosso tempo e escolhas para cuidar dedicadamente do nosso filho, sem ressentimentos. Por isso não podia estar mais de acordo contigo, é preciso ter calma e avaliar tudo antes de darmos um passo que mudará a nossa vida para sempre.

    (Desculpa o longo comentário, empolguei-me!)

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    1. Ainda bem que te empolgas-te, o objectivo é ouvir a opinião de cada um.:)

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  3. Das mais coisas que eu quero é ser mãe, mãe biológica como mãe adoptiva, mas como é tão dificil adoptar, acaba por ser mais fácil ser verdadeiramente mãe com o nosso companheiro, e não o companheiro qualquer, mas o companheiro que já esteja junto à muito tempo.

    Xoxo ❤
    http://www.wordsofsophie.com

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    1. Cada pessoa terá que se adaptar às oportunidades que a vida lhes dá e vivê-las da melhor maneira, sem nunca esquecer o amor e o respeito pela vida.:)

      beijinhos

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  4. O assunto da maternidade é sempre um assunto sensível porque acho que é uma daquelas coisas que tocam ao mais intimo das pessoas mas falando apenas deste post, acredito que essa senhora da reportagem tenha pensado 1001 vezes nas possibilidades que tinha e de certeza que não terá sido uma decisão assim tão fácil de tomar.
    Talvez ela tenha tido relações amorosas até aqui mas com pessoas com quem nunca pensou em ter um filho. Infelizmente, como ela o disse daqui a algum tempo talvez não o possa vir a ser e quanto ao amor poderá sempre chegar mais tarde.
    Acho que teria sido muito mais irresponsável da parte dela de se juntar com alguém apenas por querer ser mãe como se o companheiro se tratasse apenas de um dador...
    Mas lá está esta também é apenas a minha opinião ^^

    Beijinhos*

    Carolina @ 1495M. acima do nível do mar

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    1. Sim, também não discordo do que disseste, até porque a minha primeira reacção foi "o quê? não existem apoios para isto?", mas depois pus-me só a pensar, até que ponto é que isso não iria tornar tão banal o acto de ter um filho, ter só porque se quer, só porque queremos ter alguém nosso e criá-lo. Eu não julgo o sonho, e cada história de vida é uma história, nestes assuntos nunca se pode generalizar. E jamais me atrevo a julgar o amor que aquela mãe terá por aquela criança, só me fez foi repensar alguns aspectos.:)

      obrigada por partilhares a tua opinião Carolina,
      beijinhos

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  5. Não percebi qual é o "problema" confesso :/. Qual é a diferença entre ela querer ser mãe solteira e por exemplo mulheres que engravidam de propósito sem os namorados quererem e eles depois "desaparecerem" e nunca lá estarem para os filhos? Ou de uma mulher que fique viúva no inicio da gravidez?
    Há por aí tanta mãe solteira e muitas vezes os filhos foram desejados, mas no fim ficaram sozinhas pelos mais variados motivos,

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    1. Pois, o "problema" é o mesmo que nessas situações, não acho que seja muito saudável uma mulher que está numa relação engravidar de propósito sem o namorado querer, há aí qualquer coisa que não está propriamente certa, porque se não partilham as mesmas ambições em algo tão importante como terem ou não filhos, não me parece que forçar essa situação seja a forma certa de resolver... Quando uma mulher fica viúva, ou quando é simplesmente abandonada sem razão aparente, não há outra solução se não dar a volta e criar os filhos com todo o amor, quando isso é possível, quando a mulher tem um grande carácter e um grande apoio familiar/amigos. Eu não digo que todas as famílias têm que ser iguais, e nem acho que uma mulher deva abortar se fora abandonada na gravidez/ficar viúva/etc, só questiono é a maneira como por vezes se pode ver esse sonho de ser mãe, como por vezes parece que é algo que se vai comprar e não uma vida que vamos trazer ao mundo e que exige imensa responsabilidade. Existem famílias monoparentais que vivem com grande amor e os filhos tornam-se pessoas perfeitamente de "bem com a vida", mas convenhamos que é muito mais fácil se for rodeado de várias pessoas (2 pais, duas mães, avós, tios, tias, uma mãe e os avós, um pai e os avós, tudo, não estou a dizer que tenha que ser um homem e uma mulher só). Infelizmente muitas dessas situações que referiste (como viuvez, ou um abandono irresponsável) não podem ser controladas, agora quando uma mulher decide propositadamente ser mãe sozinha, penso que deve ponderar muito bem o futuro daquela nova vida e os motivos dela surgir, só isso.:)

      Muito obrigada pela tua opinião Emma, e desculpa se a resposta foi muito grande.:p

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