Crónicas de uma miúda em Erasmus #4

quinta-feira, abril 16, 2015

E mais uma vez venho relatar um episódio da minha vida daqueles que parecem tirados de uma comédia. Quem nunca ficou trancado numa casa de banho ou numa divisão assustadoramente pequena? Pois bem, todos nós claro, mas quando éramos pequenos e inconscientes. Acontece que eu não cresci muito em tamanho e a meu grau de atenção parece não ter sofrido grande incremento, e depois claro, acontecem-me coisas destas.
Aqui em Budapeste os banhos termais são bastante conhecidos, e se eu estava aqui tinha que experimentar! Para começar não tinha chinelos de enfiar no dedo e como não tinha vontade de apanhar pé de atleta nem outros bichinhos manhosos, comecei a minha busca por uns chinelos baratos. Primeiro já era difícil encontrar chinelos (aqui o rácio de lojas de chineses é muito baixo, pobres coitados!), mas finalmente lá encontrámos uns, feios que até doía, mas eram do nosso tamanho e já eram os únicos. Eram enfeitados como uma espécie de cacho de uvas e um golfinho no meio, mas felizmente isto dava para tirar, por isso pedimos à senhora se ela podia cortar aquilo. Como é óbvio ela ficou um pouco indignada, riu-se mas ficou tudo bem e trouxe-mos uns chinelos simples e baratos. Bem, não foi à primeira que encontrámos as termas, mas lá escolhemos umas e entrámos. Sem saber bem ao que íamos e desconhecendo as instalações, pedimos um bilhete com cabine incluída para que pudéssemos trocar de roupa e deixar as nossas coisas. Talvez neste ponto da história seja importante referir que apesar de na rua estar frio e chuva lá dentro estava um calor daqueles que faz derreter, mesmo antes de chegarmos perto das piscinas.
Lá nos deram uma pulseira que servia de chave para entrar e supostamente para fechar a cabine, e até aqui o nosso entusiasmo estava bem vivo. Vimos o número da cabine, entrámos e "não tem fechadura?". Examinámos bem, e entre leituras em inglês e em húngaro, vimos que na parte de fora havia uma zona para passar a pulseira que permitia supostamente abrir e fechar a porta. Num golpe de rapidez, e julgava eu de inteligência, passei a pulseira e fechei a porta em segundos. Tudo muito bem, rimos enquanto nos despimos...até que chegou a hora de abrir a porta e aqui a inteligência reparou que aquilo só dava para passar a pulseira na parte do fora. Sim, estávamos as duas trancadas numa cabine minúscula, com um calor infernal e o ar só entrava pela parte de cima. Foi o pânico e começámos a gritar e a pedir ajuda, e aí o pânico aumentou porque ninguém lá ia, e até se ouvia gente a passar mas ninguém ajudava. Até que lá veio uma funcionária, felizmente deu para passar a pulseira por baixo,e  aporta abriu. Foram minutos que pareceram horas infinitas, mas no fim acabei a chorar a rir quando contei aos meus pais.
Eu sou distraída, mas faz sentido ter uma cabine que só abre e fecha por fora? pois, não faz, bem me parecia!
No fim ficou mais uma história engraçada para recordar, e a partir desse dia nunca mais me tranquei em lado nenhum, pelo menos não sem examinar bem as fechaduras.

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4 comentários

  1. Não terás entrado num mega cacifo?! o.O ahah

    ps. Creio que sou o único homem a comentar os teus posts -.-

    beijos!

    www.dpmadeirense.weebly.com

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  2. Diogo Pereira,

    Talvez tenha sido isso,:p

    é verdade, acho que és, obrigada por isso.;)

    beijinhos,
    Another Lovely Blog! - http://letrad.blogspot.pt/

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  3. essa fechadura não faz sentido nenhum, acredito que vocês não tenham sido as únicas a quem isso aconteceu :|

    de qualquer forma espero que tenham conseguido aproveitar bem as termas, devem ser fantásticas! :)

    beijinhos *

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