Agora a sério!

quinta-feira, janeiro 30, 2014

 Não é usual ter assuntos tão sérios e pesados aqui no blog, mas existem coisas que nos transtornam de uma maneira que é impossível não termos algo a dizer.


«Sem poder pagar uma multa de 25 mil rupias, a punição da mulher, por "se apaixonar", foi ser violada por vários homens sua aldeia

Uma mulher de 20 anos foi violada por um gangue de 13 homens que alegadamente cumpriam ordens dos mais velhos da tribo Santhal, no leste da Índia. Segundo a polícia, o ataque, no distrito de Birbhum, a 120 quilómetros de Kolkata, foi a punição por a mulher, incapaz de pagar uma multa de 25 mil rupias (294 euros), manter uma relação "não autorizada" com um homem de uma outra aldeia.»

(notícia completa aqui)

Há pouco tempo li o livro da Malala, do qual também já tinha falado aqui, e que me deu a conhecer uma nova realidade e atrocidades que são cometidas, especialmente contra pessoas que só têm o sonho de ter acesso a uma educação, crianças que sonham acordar com paz e serem apenas crianças. Depois li esta notícia, e percebi que existem realidades que felizmente temos a sorte de não conhecer, sítios onde a maldade impera, onde principalmente as mulheres e as crianças são desrespeitadas, humilhadas e desvalorizadas, em nome de uma maldade por vezes justificada com religiões extremistas que mascaram o lado negro de pessoas frustradas e com uma profunda falta de amor. Um caso que já tinha chocado foi a jovem estudante de erasmus, que também na Índia, foi vítima de violação e violência por parte de inúmeros homens(?) e acabou por morrer depois de ter sido abandonada na estrada com diversos e graves ferimentos. 
Estes casos fazem-me reflectir, enchem-me de tristeza e deixam-me sem palavras. 


Falando noutras coisas não tão abomináveis mas igualmente polémicas e discriminatórias, vou dar uma opinião curta e que vale o que vale sobre os assuntos que andam a preocupar Portugal, a PRAXE e a CO-ADOPÇÃO. Que fique claro que não quero misturar estes 3 assuntos, mas a guida do blog "A Guida é que sabe" deu a sua opinião num post e eu concordei com ela e decidi também falar.

Quanto à co-adopção por casais do mesmo sexo e ao referendo, acho que o referendo é perfeitamente evitável porque nós não temos o direito de interferir na vida e nos sentimentos dos outros, não devemos ter esse poder porque a opção sexual não pode continuar a determinar aquilo que uma pessoa é e as suas capacidades, muito menos as suas capacidades de amar. Quem mata crianças, quem espanca e viola mulheres não o faz por gostar de alguém do mesmo sexo. Quanto à protecção das crianças, acho que elas estão protegidas junto de quem as ama, e não falem de descriminação entre crianças, dizendo que elas são más, porque se elas têm pensamentos discriminatórios é porque estão rodeadas de adultos que os promovem. Acho até difícil tentar justificar algo que não precisa de justificação, a liberdade de amar não precisa de justificação!

 

Quanto à praxe, acho que se está a dar uma importância desmedida e são dadas opiniões por pessoas que não conhecem as realidades, ou por pessoas que as criticam mas que nunca se opuseram às mesmas. Antes de mais aconselho-vos a ler este texto, porque reflecte um pouco o que disse. Depois a minha experiência. Declarei-me anti-praxe não por ser contra a praxe que integra, que nos deixa pintados, que nos faz conhecer uns aos outros, que nos faz fazer figuras ridiculo-hilariantes, mas por ser contra a faltas de respeito. Aquela gente abusava do meu tempo! De manhã à noite, de Setembro a Maio, em cada hora livre, e a minha vida que se lixasse. Depois o respeito que eu tinha por eles quando estavam fora da praxe perdeu-se quando estávamos na praxe. Podia contar inúmeras histórias, mas o telejornal tem feito isso, e sinceramente acho uma pena que certos alunos acreditem quem precisam de ouvir insultos, de estar de 4 e de fazer flexões para puderem usarem o traje de estudantes. Eu não achei. A praxe deste modo só existe porque há quem aceite ser assim praxado. Mas compreendo, porque a partir do momento em que me declarei anti-praxe após 1 mês e tal e muitas horas passadas, as pessoas que gritavam comigo todos os dias passaram a fazer de conta que não me conheciam (talvez por me obrigarem a não olhar para elas!) e muitos dos meus colegas fizeram praticamente o mesmo, poupando-me o trabalho de fazer uma selecção de amizades. Hoje ainda se queixam que se sentiram ofendidos por eu dizer não há praxe a ainda assim fazer tudo a que um estudante tem direito. Respeito toda gente e esta discussão é infindável, pena é que estejamos a formar pessoas que se vêem incapazes de ser diferentes e de demonstrar o que sentem. Proibir? Acho que não, o fruto proibido é sempre o mais apetecido e se só forem permitidas fora das faculdades, então aí é que não vão existir regras.

Trajes, dos bonitos | Flickr – Compartilhamento de fotos!


Pronto, isto foi só a minha longaaaa opinião sobre assuntos sérios, prometo animar mais as coisas aqui brevemente. 

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7 comentários

  1. Concordo com tudo :)) é ridículo colocarem nas mãos dos outros uma decisão tão importante como essa da co-adoção.
    Em relação às praxes temos duas experiências muito distintas, uma de nós frequentou a praxe e a outra não. Mas a verdade é só uma, as praxes conseguem ser mesmo muito diferentes de instituição para intituição. E acho ridículo que as praxes mais "mázonas" adoram criticar as praxes que são de brincadeira e integração (que acontecem básicamente só no início do 1º ano) o que é ridículo.
    Já estou como o outro, a praxe não prepara ninguém para a vida, pelo menos através da humilhação não. Esse argumento já chateia! veem tudo ao contrário.. enfim..

    beijinhoos*
    http://thisisbeautydream.blogspot.pt/

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  2. Adorei ler este post e fico mesmo feliz em ver blogs a abordarem estes temas. Quanto à co-adopção, não poderia concordar mais contigo. Não são as preferências sexuais de uma pessoa que determinam as suas capacidades como seres humanos capazes de amar e tomar conta de uma criança.
    Quando ao assunto da praxe, estou a tentar não me pronunciar quanto a esse tema. Cada um sabe de si :)

    Venus In Fleurs

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  3. Adorei ler este post e fico mesmo feliz em ver blogs a abordarem estes temas. Quanto à co-adopção, não poderia concordar mais contigo. Não são as preferências sexuais de uma pessoa que determinam as suas capacidades como seres humanos capazes de amar e tomar conta de uma criança.
    Quando ao assunto da praxe, estou a tentar não me pronunciar quanto a esse tema. Cada um sabe de si :)

    Venus In Fleurs

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  4. Também quando li essa notícia da mulher na Índia fiquei horrorizada.. É mesmo uma coisa de outro mundo..

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  5. Meu deus! Pela primeira vez fiquei sem palavras. Me recuso a acreditar que isso aconteceu!
    :(

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