O mundo ao contrário#3

sexta-feira, maio 31, 2013

          Há dias em que andamos mais mortos do que vivos é verdade! Também há dias (por vezes dias demais) em que falamos com pessoas cuja actividade cerebral parece estar reduzida à de um vegetal mas, como este eu nunca encontrei ninguém. 
"A síndrome de Cotard, ou síndrome do "cadáver ambulante" é uma das doenças mais raras do mundo. O britânico Graham conta como sobreviveu, achando que estava morto"



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          Basicamente o senhor tentou suicidar-se na sequência de um grave depressão  e 8 meses passados resolveu informar os médicos que o seu cérebro morreu. Começou a ter atitudes estranhas para um vivo mas, normalíssimas para um morto, uma vez que se recusava a comer, não falava e perdeu alguns dos sentidos como o olfacto. Trata-se de uma doença rara que só regrediu após meses de terapia. Na altura o senhor perdeu a vontade de fumar e tudo, o que pensando bem até não foi mau. Perder o olfacto também dá muito jeito em certas situações, quem já não quis sofrer deste mal quando se viu trancado num autocarro cheio de gente em dias de 30º? Quem já não quis perder o olfacto perante aquelas pessoas que têm um défice de sensibilidade na colocação do perfume e despejam o frasco inteiro de uma só vez? Quanto ao comer, dá sempre jeito, especialmente se comprámos aquele biquíni mais reduzido em vez do fato-de-banho que esconde a barriguinha? O facto é que foi detectado por especialistas uma actividade cerebral anormal, mas isso também é o que não falta por aí! O senhor activou o plano B (fazer de morto) depois de uma tentativa de suicídio falhada e fez jus a uma expressão que por vezes se ouve, "acordou morto".
Ozzie a fingir-se de morto        No fundo este senhor teve oportunidades fantásticas e pergunto-me se não andaram muitos casos destes por diagnosticar por aí? Todos somos cadáveres ambulantes quando queremos ignorar alguém ou a própria vida e todos conhecemos alguém que se comporta como um cadáver ambulante e simplesmente anda por aí (alguns estão na política, não posso deixar de dizer mas, também não quero ir presa!).

Gambá a fingir estar morto no filme "Pular a cerca"

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