We all are a little broken & that's okay.

segunda-feira, março 25, 2013

  Algumas conversas ouvidas e algumas memórias fizeram-me pensar até que ponto somos nós que fazemos o nosso próprio destino. Mais concretamente, nestas conversas falava-se sobre casos de violência doméstica, no passado e no presente,e a maneira como muitas mulheres se acomodam a certas situações.     
   Não querendo ferir susceptibilidades nem desvalorizar ou desrespeitar o tema de modo algum, um dos casos sobre o qual se conversava era sobre uma mulher que era confrontada com traições e violência doméstica mas que ainda assim conviveu com esta situação uma vez que não trabalhava e tinha uma fonte de sustento. Na realidade, só sabe da situação quem realmente a vive e não é meu o dever e muito menos o direito de julgar alguém, desconhecendo todos os factos e sentimentos envolvidos na questão (felizmente), porém isto levou-me a questionar e a reflectir como as pessoas deixam escapar a coragem entre os dedos e acomodam-se a uma vida, dando valor ao que é material enquanto morrem por dentro. Isto acontece em várias situações, quem já não se viu confrontado com situações em que tem que engolir muitos sapos só porque está perante uma pessoa com poder? 
   Existem situações e situações, e acredito que muitas mulheres realmente pensem nos filhos e na vida (material) que lhes podem oferecer, desejando o melhor para eles,e a verdade é que o dinheiro não dá felicidade, mas ajuda! Mas o qual será a preferência de um filho? Será que um filho não preferia privar-se de uma roupa de marca ou de um computador topo de gama e trocar tudo isso por um sorriso e a felicidade da mãe? Acredito que muitas crianças sejam egoístas e exigentes, mas são também elas que sofrem.

    E depois existem os casos em que as mulheres, infelizmente, assumem o seu papel de egoístas, preferindo o conforto de uma carteira recheada ao conforto do amor. Preferem uma vida submissa ao sabor da vitória de construir a sua própria vida. Ou mulheres que se deixam afogar na sua própria personalidade pobre em bravura ou coragem, ou ainda aquelas que se deixam levar por pensamentos machistas e antiquados de que "a vida é mesmo assim", "ele não faz por mal", "as coisas vão melhorar" ou "o que é que eu vou fazer? somos casados há tantos anos, não nos vamos agora divorciar".
    E nesta conversa surgiram muitos outros devaneios e pensamentos, mas houve um que me tocou, dito por uma pessoa que conhece bem esta realidade, é que "ninguém se habitua ao mal, apenas pensamos que é só mais uma, só mais um dia". No fim disto tudo, não quero que fiquem a pensar que eu acho que isto são decisões fáceis e que tudo é muito fácil e bonito, estando também consciente que a violência doméstica não afecta só as mulheres, mas também os homens. Eu própria deixo por viver muitas coisas por falta de coragem, por isso, só gostava que fosse diferente, e que o facto de termos só uma vida, que é tão curta, fosse suficiente para nos levar a viver cada dia a procurar a felicidade e a não deixar escapar nada.

Desculpem a seca de texto.:P


   

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